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NEGOCIAÇÃO: 10 DICAS PARA O SUCESSO !

 

O mundo das negociações é dinâmico. Padrões de hoje não poderão mais ser válidos amanhã.

Além do seu próprio potencial negociador você deve estar sempre em constante desenvolvimento buscando antecipar-se às mudanças, administrando-as convenientemente. O fato é que todos querem negociar bem e obter um resultado amplamente satisfatório. Se você planeja convenientemente o processo, se identifica alternativas e vai preparado para o evento tenho aqui um roteiro para ajudá-lo a alcançar seus objetivos com mais eficácia. São 10 dicas:

1) Seja um bom ouvinte.

Na medida em que você ouve atentamente e sem interrupções habilita-se para decodificar a mensagem do outro lado e obter informações que poderão ser úteis ao processo. Muitas negociações têm o elemento tempo sob forte pressão: – é um contrato que precisa ser logo fechado ou outros fatores indutores de pressa – e com isto deixa-se de ouvir convenientemente o outro negociador. Uma regra que pode ajudá-lo a ser um ouvinte cada vez melhor é a dos 70/30, ou seja: planeje-se para ouvir 70% do tempo e falar 30%.

2) Desenvolva um espírito negocial.

Muitos negociadores de sucesso têm consciência de que é possível tudo ser negociável desde que estejam em um ambiente declaradamente de negociação. A assertividade deve substituir a agressividade no processo para que se possa alcançar o objetivo planejado. Tenha em mente que por mais difícil pareça um acordo sempre haverá a possibilidade de alternativas. Todo processo de negociação comporta uma zona de possível acordo, ZPA, que você deve identificar desde a fase de planejamento a fim de explorá-la convenientemente na fase de debates e argumentação. Por isto você deve procurar estabelecer suas alternativas antes de deflagrado o processo e estar pronto para flexibilizá-las se necessário.

3) Planeje

Ao participar de um evento negocial tenha um segmento do seu tempo para estudar e dominar todas as variáveis a interferir no mesmo. Muitas vezes será necessário pré-negociar internamente recursos, prazos, especificações, metas, condições de pagamento, etc.Portanto venha para a reunião de negociação com todo o dever de casa diligentemente realizado. Isto lhe dará muita segurança no processo.

4) Mire alto

Desde que buscados com legitimidade seus objetivos deverão ser sempre na faixa máxima. Lutando por mais você poderá obter mais em uma negociação. Por exemplo: se você pode vender por 1000 e o mercado paga 1200 esta será sua faixa inicial! Na outra ponta, se você pode pagar à vista mas for interessante fazê-lo em 60 dias busque inicialmente esta alternativa!

5) Seja paciente.

Um dos pecados capitais do negociador brasileiro é a impaciência muitas vezes causada por metas irrealistas ou necessidade de logo fechar o acordo. Você até fecha com um resultado, digamos, razoável mas poderia torná-lo ótimo não fosse a impaciência que na realidade atropela o processo e elimina possibilidades de mais ganho.Estando com um bom planejamento você torna o processo mais produtivo e não necessita ser refém da impaciência. Ás vezes uma reunião de negociação que se estendeu por uma ou duas horas além do previsto pode trazer excelente compensação.

6) Vise a satisfação

Negociação é uma estrada de mão dupla. Tanto você quanto o outro negociador deverão estar legitimamente comprometidos na busca de um resultado altamente satisfatório. Mas… não terá sido negociação de fato se somente um lado alcançar seus objetivos e o outro ficar com a sensação de perda ou frustração. Por isto vise a satisfação do processo como um todo e lute para obter o máximo possível. O outro lado certamente fará o mesmo e aí teremos um resultado otimizado para ambos os lados.

7) Cuidado com a primeira oferta

Se você planejou bem, se identificou claramente a zona de possível acordo e suas alternativas, é paciente e ouve bem durante o processo o seu grau de auto-confiança será elevado e a primeira oferta do outro lado será apenas um balizador para sua argumentação buscando obter concessões.

8 )  Seja ético

Vivemos um ambiente em que a todo momento surgem arranhões à ética: na política, na justiça e nos negócios. A realidade mostra que agir eticamente nas negociações traz inúmeras vantagens. A maior delas tem a ver com você, que agindo com correção e exigindo respeito torna-se conhecido como um negociador confiável com o qual pode-se travar os mais duros embates na certeza de lisura e resultados concretos.

9) Troque as concessões

Lembre-se que negociar é sobre tudo trocar concessões de um lado para o outro em busca da conclusão de um acordo. Tenha suas concessões estudadas na fase de planejamento e procure incluí-las no rol de suas alternativas para fechamento do negócio. Concessões são sempre trocadas: jamais ceda alguma se não for a troco de outra mesmo que naquele momento aquela concessão não seja tão determinante. É importante você fazer com que o outro lado lute por qualquer troca de concessões criando equilíbrio no processo.

10) Seja empático

Tenha em mente que o processo de negociação é um evento fortemente alicerçado na dimensão humana:são pessoas que o fazem evoluir para um acordo. Pessoas como você, que possuem crescentes aspirações pessoais e profissionais, que carregam uma série de influências e desejam obter o melhor resultado possível. Procure ver o outro lado como um parceiro e seja compreensivo quanto a possíveis dificuldades pessoais. Dando este toque humano ao processo você estará fazendo algo mais por uma conclusão satisfatória!

 

 

Fonte: http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=u42wodr87

Transportando Iceberg, impressionante!!!

Iceberg no copo

 

Enquanto mais de 1,1 bilhão de pessoas sofrem com a escassez de água potável no mundo, o aquecimento global induz um número cada vez maior de icebergs a desprender-se da Groenlândia e da Antártida, atrapalhando a navegação até desfazer-se no oceano. Alguns idealistas perguntam: não seria possível evitar esse desperdício e levar os blocos de gelo, com sua água puríssima, para as regiões áridas do planeta? Até pouco tempo atrás, pouca gente levaria a ideia a sério. A moderníssima tecnologia 3D está mudando essa avaliação. O principal responsável pela revisão do conceito é um engenheiro francês, Georges Mougin. Nos anos 1970 ele integrava a equipe convocada pelo príncipe Mohammad al-Faisal, da Arábia Saudita,  para tornar realidade o projeto Iceberg Transport International, o plano de envolver um iceberg de  100 milhões de toneladas em lona e plástico e levá-lo das regiões árticas até o Mar Vermelho.

As imensas dificuldades previstas e o custo mínimo de US$ 100 milhões assustaram até os megamilionários sauditas e o projeto não foi adiante, mas Mougin não descartou a ideia e continuou discutindo- a com glaciologistas, oceanógrafos e meteorologistas. Três décadas e meia depois, o engenheiro – com 86 anos de idade e cheio de planos – conseguiu reunir meios para provar que a empreitada pode ser realizada.

Foi um programa na tevê que revelou a nova estratégia. Nele, um arquiteto

explicava sua teoria. Vários fatores condicionam o empreendimento: o abastecimento do barco encarregado do reboque, a taxa de derretimento do iceberg, as condições específicas do oceano, da temperatura, dos ventos, das correntes marinhas, das ondas e dos redemoinhos. Depois de dois anos de análise a equipe da Dassault Systèmes anunciou, no primeiro semestre do ano, um plano  sobre a construção das pirâmides egípcias com o auxílio de um programa da empresa Dassault Systémes, especializada na elaboração de simulações em 3D. Mougin gostou do que viu e percebeu que o modelo de simulação poderia lhe ser útil: “Se puderam ajudar aquele arquiteto com as pirâmides, certamente poderiam me ajudar com meu projeto do iceberg”, conta. Com a ajuda de Cédric Simard, diretor de projetos da Dassault, uma equipe reuniu todos os dados e preparou uma simulação virtual solidamente fincada no mundo real: o projeto Ice- Dream.

Vários fatores condicionam o empreendimento: o abastecimento do barco encarregado do reboque, a taxa de derretimento do iceberg, as condições específicas do oceano, da temperatura, dos ventos, das correntes marinhas, das ondas e dos redemoinhos. Depois de dois anos de análise a equipe da Dassault Systèmes anunciou, no primeiro semestre do ano, um plano plausível.

O plano prevê rebocar um iceberg do litoral da Terra Nova (costa leste do Canadá) até as Ilhas Canárias, da Espanha, no outro lado do Atlântico, por cerca de 4.500 quilômetros.

 

“Desta vez estamos mais perto do que jamais estivemos de tornar realidade o sonho de capturar icebergs”, disse o engenheiro francês à PLANETA. “Principalmente por causa do uso das tecnologias de desenho, de teste e de simulação em 3D. Essas são tecnologias utilizadas por grandes clientes nas indústrias aeroespacial, naval e automotiva para lançar novos projetos. Elas nos permitem testar todos os aspectos do empreendimento e ajudam a antecipar quaisquer problemas antes de concretizá-lo.”

De acordo com Mougin, os principais obstáculos são o tempo e os recursos necessários para aperfeiçoar os detalhes. “É por isso que o ambiente de design e de planejamento virtuais nos deixa mais perto do mundo real mais rapidamente.”

Passo a passo
A partir dos estudos de simulação tridimensional, Mougin e Simard estabeleceram o seguinte roteiro para capturar icebergs:

Decidir, com um glaciologista, qual a estação do ano mais adequada para capturar icebergs.
A primavera no Hemisfério Norte parece a melhor. A Definir o tamanho do iceberg, nem muito grande nem muito pequeno. O bloco de gelo deve ser do tipo tabular, plano na parte de cima, que apresenta risco mínimo de fratura e é mais fácil de rebocar. Amarrar o iceberg com cinto duplo de geotêxtil (manta não tecida composta de filamentos de polipropileno), tensionado com o auxílio de estacas fixadas no gelo. Uma faixa do cinto estendese por seis metros acima do nível da água e outra por seis metros abaixo dela, defendendo o bloco das ondas que podem corroê-lo.