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Realmente uma equipe de alto desempenho!!!

“Os homens de poucas palavras são os melhores.”William Shakespeare

 

Rick Hoyt nasceu em 1962 e por causa de um estrangulamento pelo cordão umbilical que privou seu cérebro de oxigênio na hora do parto, sua vida jamais seria normal. Aos 8 meses, os médicos disseram à família que Rick não duraria muito tempo e que ele seria um vegetal para o resto da vida. Seus pais porém, jamais cogitaram a possibilidade de interná-lo. Contra tudo e contra todos, Dick, o pai, e Judy, a mãe, usaram e abusaram de carinho, paciência e amor para dar uma vida digna ao pequeno Rick.

Quando ele fez 11 anos, o casal levou o filho ao Departamento de Engenharia da Tufts University, em busca de “algo” que pudesse fazer o filho se comunicar. Eles tinham certeza de que a falta de controle dos membros e outras inúmeras sequelas, não haviam afetado sua compreensão e inteligência. Rick tinha um corpo incapaz de se mexer, mas um cérebro plenamente capaz de pensar. E eles queriam provar que isso era verdade. Para convencer os engenheiros, incrédulos, pediram que uma piada fosse contada. Rick riu.  Foi assim que em 1972, usando as economias da família no valor de 5.000 dólares, um computador adaptado para que ele pudesse controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, mudou a vida do garoto. Rick finalmente foi capaz de se comunicar. Assim que começou a “digitar”, a família esperou que na tela aparecesse “Papai” ou “Mamãe”, mas que nada! Sua primeira frase foi surpreendente: “Go Bruins!”, o grito da torcida dos times da Universidade da Califórnia.

Em 1975, após muita luta, Rick entrou em uma escola pública.  Foi outro acidente, que deixou um garoto da escola paralítico, o responsável por mais uma mudança nesta inabalável família. Rick “disse” a seu que gostaria de participar da corrida que organizaram para levantar fundos e ajudar o aluno acidentado. Mesmo sem jamais ter corrido, ele encarou o desafio. Dores e fadiga, não foram suficientes para acabar com sua saga. Rick falou a seu pai que quando ele correu, empurrando sua cadeira de rodas, ele sentiu que não tinha deficiências. Foi o estopim para Dick mudar radicalmente. Obcecado pela felicidade do filho, treinou, entrou em forma e depois de muita dedicação, ele estava pronto para a Maratona de Boston em 1979. Ele não, eles! O “Team Hoyt” estava formado! Embora tenham conseguido apenas em 1983 o direito de competir oficialmente em Boston, a dupla já tinha se tornado conhecida. Com raça, força de vontade e uma abnegação absurda de Dick, eles foram vencendo os novos obstáculos da vida de “atletas”.

 

 

Sugeriram então, algo mais impensável: o triathlon! Como seria possível um homem correr, nadar e pedalar carregando seu filho paralítico de 50 quilos? Empurrando a cadeira de rodas, rebocando o garoto em um pequeno barco e pedalando com um assento extra na bicicleta foram as respostas! Incrível, emocionante, quase inacreditável, a dupla conseguiu encarar o desafio. Isto incluiu o Ironman, a maior das maiores provas de triathlon; uma competição que beira o desumano. Até Janeiro deste ano, foram 224 triathlons, 6 Ironman, 5 “meio” Ironman, 20 duathlons e 65 maratonas, sendo 25 de Boston, além de dezenas de outras competições.

Em 2004, Dick teve uma alteração cardíaca durante uma prova e descobriu que ele tinha uma de suas artérias com 95% de entupimento. Segundo os médicos, não fosse sua dedicação em ajudar os sonhos do filho, mantendo-se em forma e cuidando da saúde, ele poderia ter morrido uns 15 anos antes. Foi um presente de Rick para Dick.

Rick, que graduou-se na Universidade de Boston, onde também trabalha, e seu pai, um Tenente-coronel da reserva, competem até hoje. Como não poderia deixar de ser, em outro emocionante capítulo desta história, quando perguntam a Rick o que ele gostaria de dar de presente a seu pai, ele responde: “Eu gostaria de um dia poder empurrar meu pai na cadeira pelo menos uma vez.”

“Concerteza esta é um história que prova mais uma vez o poder de Deus sobre a humanidade, mostrando que muitas vezes nós pessoas “perfeitas” é que somos ensinados e ajudados por estas pessoas maravilhosas.” Rodrigo Costa

 

 

Fontes:

http://obviousmag.org/archives/2008/06/um_time_de_emocao.html#ixzz1hrKQL0ZU

http://www.teamhoyt.com