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Um verdadeiro exemplo de superação!!!

A história de Lance Armstrong

Lance Armstrong começou a desenvolver o seu corpo desde muito novo. A mãe, Linda Mooneyham, teve até dois e três empregos para sustentar Lance, após o pai os ter abandonado. O seu apoio foi o motivo principal para que Lance se investisse no mundo do desporto.Primeiro Lance praticou natação, o que o ajudou a moldar o seu carácter de lutador. Levantava-se às 4h45 todos os dias para ir treinar na piscina. Mais tarde, quando completou treze anos, descobriu o triatlo e venceu o concurso “Iron kids Triathlon”. Este foi o início de uma vida cheia de vitórias, mas também de grandes feridas. Chris Carmichael descobriu que com a sua ajuda e o talento de Lance para o ciclismo, ele facilmente se tornaria profissional, já que amealhava taças ganhas. A sua vida deu uma volta de 180º quando, aos 21 anos, sendo um dos mais novos a competir, venceu o Campeonato do Mundo de Ciclismo em estrada.Armstrong iniciou a sua carreira como profissional pela Motorola em 1992, na clássica San Sebastián, quando terminou em último lugar, prova que venceu em 1995. A vitória no Campeonato do Mundo de Oslo mostrou um ciclista completo e disposto a tudo.

Um ano depois, em Verdun, venceu a sua primeira etapa do Tour de France. Em 1995 repetiu o triunfo da etapa, em França, e conseguiu a sua primeira vitória numa grande etapa no Tour, triunfo a que somou a Flecha Valona de 1996.

Durante algumas semanas, Lance tinha vindo a observar uma grande inflamação na virilha, e habituado a ignorar a dor não lhe deu importância, até que começou a vomitar sangue, a ter perdas de visão e enxaquecas.

O diagnóstico estava feito: um  cancro no testículo. Além disso os médicos descobriram-lhe, também, dois tumores, do tamanho de bolas de golfe, num pulmão e no cérebro.

Mas para uma pessoa que tinha passado toda a vida em cima de uma bicicleta, render-se à doença não era a opção a tomar. Numa entrevista Lance referiu: “Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu”. Lance estava disposto a lutar contra o seu cancro.

 

A equipe francesa Cofidis rescindiu o contrato com Lance, tendo este que vender o seu Porsche e teve quase de fazer o mesmo com a sua casa. Estava a passar por maus momentos, mas teve forças para seguir em frente.

 

Aos 25 anos, numa conferência de imprensa, Lance declarou que sofria da grave doença. Um ano mais tarde, embora os médicos lhe dissessem que a probabilidade de viver fosse apenas de 40%, Lance não desistiu, e anunciou que iria regressar.

A Janeiro de 1997, um mês depois de ter acabado a quimioterapia, Lance conheceu Kristin Richard, que foi sua esposa durante cinco anos. Com ela teve três filhos, o mais velho Luke, e os gémeos Grace (“Gee”) e Isabelle (“Izzi”), sendo que os gémeos foram fecundados através de sémen congelado de Lance. Após o divórcio, o ciclista iniciou uma relação com a cantora Sheryl Crow.

 

Lance fundou a “Fundação Lance Amstrong” para a luta contra o cancro, e relatou, em vários livros, a sua própria história, para demonstrar que se pode superar tudo desde que se tenha energia para tal. O seu primeiro livro “It’s not about the bike”, vendeu milhares de exemplares, êxito que foi repetido com a sua biografia “Vontade de Vencer – A Minha Corrida contra o cancro.

Em 1998 a equipa U. S. Postal Service fechou um contrato com Lance, que voltava assim a pedalar. A sua primeira corrida foi a Rota do Sol, em Espanha, ficando Lance em 14º lugar.e relatou, em vários livros, a sua própria história, para demonstrar que se pode superar tudo desde que se tenha energia para tal. O seu primeiro livro “It’s not about the bike”, vendeu milhares de exemplares, êxito que foi repetido com a sua biografia “Vontade de Vencer – A Minha Corrida contra o cancro.

Duas semanas depois participou na etapa Paris – Nice. Sem grandes resultados. A temporada não foi de todo suficiente, chegando Lance a pensar numa possível renúncia.

Em vez de fazer isso decidiu concorrer numa das provas mais importantes de todo o mundo.

Em 1999 venceu o Tour de France, sagrando-se campeão na classificação geral individual. A este triunfo somaram-se mais seis vitórias no Tour, recorde absoluto. Após sua última vitória, em 2005, Lance anunciou a sua retirada.

No dia 5 de Novembro de 2006, Lance Armstrong participou da Maratona de Nova York, completando o percurso em 2h59min36s, tempo que ficou dentro da meta de 3 horas que ele mesmo havia estabelecido. Na preparação, contou com a ajuda de sua ex-esposa Kristin Richards e seu eterno treinador, Chris Carmichael. Para justificar a inesperada participação na prova, que serviu também para levantar fundos à sua instituição contra o câncer, Lance disse: “Serei sempre um corredor”.Armstrong anunciou em 18 de abril de 2005, em Augusta, nos EUA, que encerraria sua carreira logo após o Tour de France 2005, o que realmente fez. Em abril de 2006, anunciou que correria a Maratona de Nova Iorque[1], em 5 de novembro do mesmo ano, negando que o faria seriamente ou que pretendia atuar profissionalmente em maratona ou triatlo.

Para a surpresa geral, no final de 2008, aos 37 anos, decidiu voltar ao ciclismo, correndo pela Astana. Em 2009, Armstrong disputou pela primeira vez o Giro d’Italia, naquela que foi a 100ª edição da volta italiana, além de marcar presença novamente no Tour de France.

Em 23 de Janeiro de 2011, anunciou que terminou a sua carreira a nível internacional, na última etapa do Tour Down Under da Austrália.

 

 
“O sofrimento é passageiro, mas desistir é para sempre.” Lance Armstron
 
 

Transportando Iceberg, impressionante!!!

Iceberg no copo

 

Enquanto mais de 1,1 bilhão de pessoas sofrem com a escassez de água potável no mundo, o aquecimento global induz um número cada vez maior de icebergs a desprender-se da Groenlândia e da Antártida, atrapalhando a navegação até desfazer-se no oceano. Alguns idealistas perguntam: não seria possível evitar esse desperdício e levar os blocos de gelo, com sua água puríssima, para as regiões áridas do planeta? Até pouco tempo atrás, pouca gente levaria a ideia a sério. A moderníssima tecnologia 3D está mudando essa avaliação. O principal responsável pela revisão do conceito é um engenheiro francês, Georges Mougin. Nos anos 1970 ele integrava a equipe convocada pelo príncipe Mohammad al-Faisal, da Arábia Saudita,  para tornar realidade o projeto Iceberg Transport International, o plano de envolver um iceberg de  100 milhões de toneladas em lona e plástico e levá-lo das regiões árticas até o Mar Vermelho.

As imensas dificuldades previstas e o custo mínimo de US$ 100 milhões assustaram até os megamilionários sauditas e o projeto não foi adiante, mas Mougin não descartou a ideia e continuou discutindo- a com glaciologistas, oceanógrafos e meteorologistas. Três décadas e meia depois, o engenheiro – com 86 anos de idade e cheio de planos – conseguiu reunir meios para provar que a empreitada pode ser realizada.

Foi um programa na tevê que revelou a nova estratégia. Nele, um arquiteto

explicava sua teoria. Vários fatores condicionam o empreendimento: o abastecimento do barco encarregado do reboque, a taxa de derretimento do iceberg, as condições específicas do oceano, da temperatura, dos ventos, das correntes marinhas, das ondas e dos redemoinhos. Depois de dois anos de análise a equipe da Dassault Systèmes anunciou, no primeiro semestre do ano, um plano  sobre a construção das pirâmides egípcias com o auxílio de um programa da empresa Dassault Systémes, especializada na elaboração de simulações em 3D. Mougin gostou do que viu e percebeu que o modelo de simulação poderia lhe ser útil: “Se puderam ajudar aquele arquiteto com as pirâmides, certamente poderiam me ajudar com meu projeto do iceberg”, conta. Com a ajuda de Cédric Simard, diretor de projetos da Dassault, uma equipe reuniu todos os dados e preparou uma simulação virtual solidamente fincada no mundo real: o projeto Ice- Dream.

Vários fatores condicionam o empreendimento: o abastecimento do barco encarregado do reboque, a taxa de derretimento do iceberg, as condições específicas do oceano, da temperatura, dos ventos, das correntes marinhas, das ondas e dos redemoinhos. Depois de dois anos de análise a equipe da Dassault Systèmes anunciou, no primeiro semestre do ano, um plano plausível.

O plano prevê rebocar um iceberg do litoral da Terra Nova (costa leste do Canadá) até as Ilhas Canárias, da Espanha, no outro lado do Atlântico, por cerca de 4.500 quilômetros.

 

“Desta vez estamos mais perto do que jamais estivemos de tornar realidade o sonho de capturar icebergs”, disse o engenheiro francês à PLANETA. “Principalmente por causa do uso das tecnologias de desenho, de teste e de simulação em 3D. Essas são tecnologias utilizadas por grandes clientes nas indústrias aeroespacial, naval e automotiva para lançar novos projetos. Elas nos permitem testar todos os aspectos do empreendimento e ajudam a antecipar quaisquer problemas antes de concretizá-lo.”

De acordo com Mougin, os principais obstáculos são o tempo e os recursos necessários para aperfeiçoar os detalhes. “É por isso que o ambiente de design e de planejamento virtuais nos deixa mais perto do mundo real mais rapidamente.”

Passo a passo
A partir dos estudos de simulação tridimensional, Mougin e Simard estabeleceram o seguinte roteiro para capturar icebergs:

Decidir, com um glaciologista, qual a estação do ano mais adequada para capturar icebergs.
A primavera no Hemisfério Norte parece a melhor. A Definir o tamanho do iceberg, nem muito grande nem muito pequeno. O bloco de gelo deve ser do tipo tabular, plano na parte de cima, que apresenta risco mínimo de fratura e é mais fácil de rebocar. Amarrar o iceberg com cinto duplo de geotêxtil (manta não tecida composta de filamentos de polipropileno), tensionado com o auxílio de estacas fixadas no gelo. Uma faixa do cinto estendese por seis metros acima do nível da água e outra por seis metros abaixo dela, defendendo o bloco das ondas que podem corroê-lo.